Entenda o que se sabe sobre caso de pedreiro processado após abandono de obra e prejuízo de mais de R$ 55 mil na Bahia

  • 17/03/2026
(Foto: Reprodução)
Dona de obra processa pedreiro após abandono de construção de kitnets na Bahia Arquivo Pessoal A proprietária de um terreno ingressou com uma ação judicial após o pedreiro contratado para construir 10 kitnets abandonar a obra antes da conclusão, em Conceição do Coité, a cerca de 111 km de Feira de Santana. Segundo a ação judicial, o prejuízo estimado ultrapassa R$ 55 mil. Nesta reportagem, o g1 explica o que se sabe sobre o caso. Como foi o contrato para construção das kitnets? Quanto foi pago pela obra? Por que a obra foi interrompida? Qual é o prejuízo apontado pela proprietária? O que diz a ação judicial? Como foi o contrato para construção das kitnets? A mulher havia contratado o profissional para a construção de 10 kitnets por R$ 110 mil, mas, com cerca de 50% da obra concluída e quase 100% do valor pago, o homem deixou de aparecer no serviço. Conforme o processo judicial, a proprietária do terreno firmou um contrato de prestação de serviços com o profissional, com início em março de 2025 e previsão inicial de entrega em novembro do mesmo ano. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região Quanto foi pago pela obra? A proprietária do terreno, que preferiu não ser identificada, explicou ao g1 que pagou R$ 20 mil de entrada e realizou pagamentos mensais de R$ 10 mil, tendo quitado R$ 105.700 dos R$ 110 mil combinados. A avaliação do arquiteto responsável pela obra é de que a execução ficou em cerca de 50%. Porém, 96% do valor acertado (R$ 105,7 mil do total de R$ 110 mil) já foi pago. Nesse sentido, o cálculo apresentado na ação aponta que o valor correspondente à obra executada é de R$ 55 mil. Com isso, o prejuízo estimado seria de R$ 55,7 mil. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por que a obra foi interrompida? Conforme consta no processo, o pedreiro abandonou a obra, que já estava atrasada, no início de dezembro, deixando os serviços incompletos e sem justificativa formal. A proprietária do terreno explicou que nem conseguia acompanhar o andamento da construção. "Quando eu ia lá na obra, muitas vezes estava fechada. Eu ia na casa dele e ele dizia que estava com dor na coluna e que ia para o hospital". Ela lembra que, tempo depois, descobriu que o pedreiro não estava se tratando no hospital, como alegava. O homem também não apresentou qualquer justificativa formal ao largar o serviço. "Depois disso, ele disse que ia terminar minha obra, mas não terminou. Ele abandonou a obra e até com a chave ficou. Disse que ia se mudar para outra cidade e trocou o número de telefone". Obra parou mesmo com pagamentos em dia Arquivo Pessoal Qual é o prejuízo apontado pela proprietária? A vítima ressaltou ainda que, além da obra inacabada com o prejuízo estimado de R$ 55,7 mil, ela deixou de receber a renda que seria obtida com o aluguel das kitnets. A proprietária também relatou que parte do serviço realizado precisou ser refeita.. Segundo ela, encanações teriam sido instaladas de forma incorreta e precisaram ser desfeitas por novos trabalhadores contratados para dar continuidade à obra. "Eu estou pagando diária para finalizar. Então é só prejuízo". Outro problema apontado foi a retirada do hidrômetro do imóvel sem autorização da concessionária. A mulher conta que a situação gerou aplicação de multa pela Embasa, o que aumentou os gastos. Além disso, a obra estaria se deteriorando devido às chuvas, já que permanece incompleta. O que diz a ação judicial? A proprietária processou o pedreiro e também a mãe dele. Segundo a ação, ela chegou a intervir na situação e se comprometeu a resolver o impasse ou providenciar outro profissional para concluir a obra. No entanto, segundo a ação, nenhuma providência foi adotada posteriormente, o que teria prolongado os prejuízos da proprietária. A mulher informou que, inicialmente, não registrou ocorrência policial e optou por buscar solução diretamente na Justiça. Ela processou o pedreiro e também a mãe do homem. "Entreguei o processo no juizado depois que pedi ao arquiteto para avaliar a obra". Na ação judicial, a proprietária pede que os réus concluam a obra, custeiem outro profissional ou devolvam o valor do prejuízo de R$ 55.700. A mulher também solicita indenização de R$ 4 mil por danos morais. O processo foi distribuído em 5 de fevereiro deste ano, na 1ª Vara do Sistema de Juizados da Comarca de Conceição do Coité. Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), uma audiência de conciliação foi realizada em 9 de março, de forma telepresencial, mas não houve acordo. O caso agora aguarda decisão do magistrado responsável. A proprietária informou que procurava acompanhar o andamento da construção, mas encontrou dificuldades Arquivo Pessoal LEIA MAIS: Ex-gerente de banco é suspeito de roubar R$ 1,3 milhão da instituição em Feira de Santana Polícia prende corretora de imóveis suspeita de golpes que ultrapassam R$ 2,5 milhões em Feira de Santana Influenciador Júnior Caldeirão diz ter sido vítima de golpe de amigo e assessor financeiro: 'Estou devendo mais de R$ 600 mil' Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻

FONTE: https://g1.globo.com/ba/feira-de-santana-regiao/noticia/2026/03/17/o-que-se-sabe-sobre-caso-de-pedreiro-processado-apos-abandono-de-obra-na-bahia.ghtml


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